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Tudo o que você precisa saber sobre a Lei Geral de Proteção de Dados

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Tudo o que você precisa saber sobre a Lei Geral de Proteção de Dados

Tempo de Leitura: 3 minutos.

Para entender ao certo tudo o que engloba a Lei Geral de Proteção de Dados, a palavra que devemos ter em mente é a transparência! Sancionada em 2018, a LGPD entrará em vigor em fevereiro de 2020, permitindo a organização das empresas ao longo desses meses.

Nela foram estabelecidas rígidas regras quanto às responsabilidades das empresas em relação ao tratamento e compartilhamento de dados pessoais, estipulando um padrão bem alto e trazendo severas penas em casos de descumprimento de alguma norma.

A lei compete “dados pessoais” como toda informação direcionada a uma pessoa, e o tratamento desses dados se refere à toda e qualquer operação realizada com essas informações.

Isso está relacionado à coleta dos dados, classificação, forma de utilização, acesso, reprodução, armazenamento, eliminação, controle dessa informação e etc.

Tendo em mente a importância dessa mudança, separamos esse conteúdo para falar mais sobre a LGPD e seu impacto nas empresas. Acompanhe!

Conheça os princípios da LGDP

A lei enumera dez princípios que as empresas precisam seguir quando lidam com o tratamento de dados, sendo o principal deles a finalidade e adequação para que sejam transparentes.

Se atentando a esses princípios, as organizações públicas e privadas que possuem a cultura de acumular dados antes mesmo de saber o que farão com isso, passarão por uma mudança de pensamento.

A LGPD contraria esse costume de coletar diversos dados e passa a restringi-los apenas ao que for realmente necessário e útil, envolvendo a imediata interação com os consumidores.

Isso irá adequar essa coleta de dados, fazendo com que sua captura e tratamento sejam limitados apenas às finalidades iniciais previamente estabelecidas.

Saiba quem está envolvido nesse processo

A lei detalha os papéis de quatro diferentes agentes: o titular, o controlador, o operador e o encarregado. Podemos descrevê-los das seguintes formas:

O titular, que é a pessoa física a quem se referem os dados pessoais. O controlador, sendo a empresa ou pessoa física que coleta dados pessoais e toma todas as decisões em relação a forma e finalidade do tratamento dos dados.

Esse controlador é responsável por como os dados são coletados, para que estão sendo utilizados e por quanto tempo serão armazenados.

O operador, que é a empresa ou pessoa física que realiza o tratamento e processamento de dados pessoais sob as ordens do controlador. E o encarregado, sendo a pessoa física indicada pelo controlador e que atua como canal de comunicação entre as partes, orientando os funcionários do controlador sobre práticas de tratamento de dados.

Entenda como o marketing será afetado

Quando falamos de marketing digital, praticamente todas as estratégias giram em torno da administração de bancos de dados, informações de perfis de consumidores e leads (potenciais clientes qualificados).

É fato que a LGPD irá modificar as formas como as empresas irão tratar seus dados, no entanto, não significa a extinção dos leads qualificados.

Na verdade, essa mudança vai exigir das empresas a elaboração de estratégias mais eficientes e focadas em grupos menores de leads, mas que, por serem mais limitados, possuem um potencial maior ou menor para serem trabalhados.

Mesmo que seja algo diferente, a mudança irá exigir dos diretores de marketing apenas a transparência imposta no principal princípio da lei, criando interações mais transparentes e positivas entre cliente e empresa.

Para o inbound marketing, por exemplo, que trabalha com marketing de atração, a captação visa criar e estreitar uma relação com os clientes em potencial.

Criando certos perfis, ao pensar em uma pessoa que procura por cabos elétricos ou um para-raio predial, é determinado um padrão de procura por elétrica, redes elétricas e etc.

Com a LGPD, isso não irá mudar. Na verdade, apenas deverá reforçar a necessidade de serem criados conteúdos relevantes e originais para estimular o conhecimento dos leads e nutrí-los para que se tornem clientes futuramente.

Se prepare para os primeiros impactos

Como toda mudança, é fato que inicialmente a implementação da lei pode gerar uma certa “confusão”, sendo que o modo de atuação de certos processos precisará mudar para se adaptar.

De acordo com as informações vistas ao longo deste conteúdo, não devemos olhar negativamente para essas mudanças, pois de certa forma, seu fundamento apenas irá estreitar a transparência entre clientes e empresas.

Estipular um padrão de tratamento dos dados pessoais não será um problema para as empresas que puderem se adaptar, mantendo as melhores estratégias de marketing e personalizações eficientes para o seu negócio.

Esse artigo foi escrito por André de Angelo, Criador de Conteúdo do Soluções Industriais.

Gerente de Marketing na LojaVirtual.com.br. Especialista em produção de conteúdo, inbound marketing e sempre antenado com as tendências do marketing digital.

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